segunda-feira, 15 de abril de 2013

Desabafo.



De repente é tarde demais pra tudo.
Pra qualquer sorriso ou troca de palavras.
Pra qualquer abraço cheio de saudade, pra qualquer tentativa de dizer que não era pra ser assim.
É tarde pra deixar as horas se perderem em longas conversas, é tarde pra deixar a esperança reacender.
É tão tarde que nem sei até que ponto vale a pena escrever sobre aquilo que foi, sobre o que poderia ter sido e sobre o que é.
É tarde pra se arrepender de qualquer coisa ou pra se reaprender a esperar.
É tarde pra dizer que o emaranhado de confusão, que a tormenta da maré já tinha passado. Aliás, passou há tão pouco tempo que mal deu tempo de dizer tudo que queria que a garganta dissesse ou que os olhos confidenciassem. 
É tarde demais pra ficar lembrando e rindo sozinha daquelas coisas que apertam o peito de saudade.
É tarde no meu tempo, nas minhas marcas, nas minhas lembranças.
O problema é que eu nunca pensei que o tarde se tornaria tão rápido tarde demais.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Por favor, preservem a inocência.


"O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer."


   Partindo dessa famosa frase de autoria do tão respeitado Albert Einstein, começo a escrever sobre um assunto que me intriga, me revolta, me dá náuseas e me deixa com sede de justiça.
     Venho aqui falar sobre abuso sexual de crianças e adolescentes.
   Para que todos possam compreender, eu trabalho com teatro e entre os meus trabalhos está um monólogo que trata sobre esse assunto. Esse monólogo, dirigido e escrito por Fabiano Tadeu Grazioli, tem como objetivo principal sensibilizar e informar a respeito desse assunto tão difícil de ser tratado. Digo isso, pois foi a afirmação que mais escutei por parte de psicólogas e assistentes sociais foi essa: esse é, de longe, um dos assuntos mais delicados e que merece um cuidado especial na hora de ser discutido.
    Bom, mas não quero falar sobre meu trabalho em si. Eu quero falar sobre o que aprendi e o que mudou dentro de mim ao trabalhar diretamente com crianças e adolescentes que sofreram abuso. Achei, no início, que eu estaria ajudando aquelas pessoas. Hoje, no entanto, compreendo que foram elas que me ajudaram.
    Certa vez, escrevendo sobre meu monólogo, disse a seguinte frase: "Ouvi histórias que jamais queria ter ouvido, vi olhares que jamais queria ter visto." De fato, as histórias que ouvi acredito que jamais deveriam ter acontecido. Contudo, elas aconteceram, continuam a acontecer e, sabe Deus o quanto me dói admitir isso, elas vão continuar acontecendo. 
      Em resumo, o que ouvi e o que vi foi o seguinte: meninos e meninas abusadas por homens e mulheres. Meninos e meninas abusadas por desconhecidos. Meninos e meninas abusadas por conhecidos de seus pais. Meninos e meninas abusados por vizinhos. Meninos e meninas abusados por adolescentes. Meninos e meninas abusados por parentes. Meninos e meninas abusados por avós. Meninos e meninas abusados por irmãos e irmãs. Meninos e meninas abusados pelos próprios pais...
      Quanto ao tempo: meninos e meninas abusados uma vez. Meninos e meninas abusados várias vezes. Meninos e meninas abusados durante parte da infância. Meninos e meninas abusados durante toda a infância. Meninos e meninas que foram abusados durante a infância e continuaram sofrendo abuso durante a adolescência...
     Meninos e meninas brancos, negros, pardos, índios... Meninos e meninas miseráveis, pobres, de classe média, de classe alta, de qualquer classe.
       Ouvi histórias de meninos e meninas abusados 'apenas' com toque. Soube de meninos e meninas que foram estuprados. Meninos e meninas que foram violentados até a morte.
       Mas, afinal, que direito tem um ser humano de roubar a inocência de uma criança? Que direito tem esse ser humano de roubar o brilho nos olhos de alguém que tantos sonhos tem, tanta vida tem? Que direito tem alguém de ver na ingenuidade uma forma fácil de satisfazer seus próprios prazeres? Que direito tem, meu Deus, que direito? Isso é perverso demais, é desumano demais.
        Como se não pudesse piorar, ainda tomo consciência de que casos assim acontecem diariamente, em todos os lugares.
          Eu sei que a maioria dos agressores sofreu abuso durante a infância. Sei que é algo que precisa ser tratado tanto com as vítimas quanto com os agressores. Mas isso não diminui minha repulsa e meu nojo daqueles que fazem isso.
          Até uns anos atrás, isso era um assunto que não podia ser tratado dentro das escolas. Aliás, pasmem! Ainda existem escolas que não permitem que esse assunto seja abordado com seus alunos. Eu vi muitas assistentes sociais 'brigando' para que as escolas abrissem um espaço para que nós fôssemos até lá e tentássemos de alguma forma ajudar aquelas crianças. Mas, como sempre, ainda tem gente que pensa que 'aqui não acontece esse tipo de coisa'.
       Diferentemente dessas pessoas, eu tenho convicção de uma coisa: jamais vou fechar os olhos para essa realidade. Pra mim, quem não denuncia, quem fica quieto é quase tão culpado quanto quem faz. Eu tenho nojo e repulsa de qualquer um que faça ou seja cúmplice de casos assim. Não vou mudar minha opinião a respeito disso.
       Eu queria escrever mais, mas vou deixar para um próximo texto. Esse é um assunto que não tem limite de discussão e que deve ser discutido sempre.
       E, por favor, se souber de algo, se suspeitar de alguém, DENUNCIE! 
            (Disque 100 ou vá ao CREA ou CRAS da sua cidade)
       

Gabriele Dors Schillo
         
       
         

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Carta para o futuro


Esta carta, de minha própria autoria, foi lida como forma de homenagear o nono e a nona nos seus 68 anos de matrimônio.
Emoção à flor da pele.
Espero que gostem.

CARTA PARA O FUTURO

"Olá!
Aqui quem fala é uma das netas da Humilde e do Jacob Dors cujo nome não importa, mas que tem a certeza de que a experiência de ter sido neta dessas duas personalidades causa grande orgulho e é motivo de inspiração sem fim.
Gostaria de dizer que não ouso, em momento algum, parecer mais do que uma simples transmissora de meus próprios pensamentos com relação a tudo que aprendi convivendo e observando esse casal que hoje comemora 68 anos de matrimônio. Sou apenas mais uma dentre tantos que, com certeza, pensam e sentem o mesmo que eu.
Quando resolvi escrever-lhes essa carta, foi para que todos, de alguma forma, se identificassem com ela e se sentissem também autores dessas palavras que pouco representam diante da dimensão do amor que temos pelos dois maiores exemplos de nossas vidas.
Partindo do princípio, quando penso na figura desse casal, surge em minha mente uma lista de adjetivos que não é menor do que a lista de adjetivos que relaciono à palavra Deus. Se isso parecer exagero para você, meu caro leitor, então lhe aconselho que pare agora mesmo de ler essa carta. Caso contrário, siga em frente.
Como ia dizendo, quando paro e penso a respeito desse grande homem e dessa grande mulher, não consigo não me emocionar, tamanha é a admiração e o respeito que tenho por eles. Penso neles e meu coração explode de amor, de carinho, de paz. Quem nunca passou por uma fase difícil e não foi até a casa do nono e da nona para encontrar um pouco de paz, para pensar a respeito da vida ou simplesmente aproveitar e admirar a imagem desses dois ‘bons velhinhos’ sentados um ao lado do outro, na cozinha, com as mãos incansavelmente unidas?
Quem nunca procurou no olhar doce e afável da nona uma resposta para todas as perguntas? Quem nunca se sentiu a pessoa mais segura do mundo após pedir para a nona que fizesse uma oração em sua intenção? Quem nunca sentiu o coração transbordar de alegria ao ouvir a risada sincera e melódica dela? Quem nunca sentiu o coração se partir ao ver a dor dela? Quem nunca se sentiu a pessoa mais feliz do mundo a cada vitória dela?
E o nono, minha gente... Quem nunca se emocionou ao ouvir aquela linda voz entoar cânticos já esquecidos por muitos, mas que na voz impecável dele se tornam inéditos e abençoados? Quem nunca sentiu a força de Deus na oração banhada a fé e esperança que ele faz todos os dias, sem falhar? Quem nunca se impressionou com suas histórias repletas de ensinamentos e que são exemplos de força, união e fé?
Eles são exemplo de praticamente tudo.
São exemplo de fé, de muita fé. Não há nada no mundo que abale a fé deles. Não há dor, não há perda, não há tristeza que faça diminuir a fé deles. Fé, fé e fé. Foi com ela que eles venceram todos os obstáculos da vida. É com ela que eles vivem até hoje.
São exemplo de casal. Eu, particularmente, não vejo imagem que se compare a de eles dois sentados, um ao lado do outro, sempre de mãos dadas. Não conheço nenhum outro casal que, após 68 anos, ainda pratique o amor de uma forma tão pura como a deles. Não consigo imaginar palavras mais sinceras do que as que cada um deles dedica ao outro. E vocês, meus caros leitores, não podem abrir mão de acreditar que, daqui alguns anos, vocês estejam da mesma forma que eles. Acreditar no amor e respeitar o outro, talvez esse seja o segredo. Ou talvez não exista uma fórmula, o amor talvez simplesmente aconteça. O fato, meus queridos, é que com eles aconteceu e acontece até hoje. E a cada dia se torna mais forte e sincero. Eu admiro isso e quero ser pelo menos um pouco do que eles são hoje. E eu sei que você também quer...
São exemplo de família. Pai, mãe, tio, tia, irmão, irmã, avô, avó... Basta olhar para o seu lado agora e ver os frutos deles espalhados por todos os cantos. Não deve ter sido nada fácil criar tantos filhos e dedicar o mesmo amor a cada um deles. É, no mínimo, obrigação de cada filho agradecer a Deus todos os dias por terem pais tão bons quanto eles. É obrigação também dos netos demonstrarem incansavelmente a gratidão por eles terem sido mais que avós, por terem sido como segundos pais. Agradecer por todos os conselhos, pelos abraços carinhosos, pelas orações, pela dedicação e, principalmente, pela força que eles sempre tiveram diante das mais difíceis situações.
Mais uma vez olhe para o seu lado. O que você vê, então? Uma grande família reunida por um único propósito: comemorar e celebrar a vitória da vida. Isso mesmo: A VITÓRIA DA VIDA. Porque eles venceram tudo para estarem aqui hoje. Venceram as dificuldades, venceram o medo, venceram a ausência de pessoas queridas, venceram a saudade, venceram doenças, venceram e continuam vencendo. Eles são a representação viva do que é ser vitorioso e, acima de tudo, do que é ser vitorioso sem perder a humildade.
Humildade. Se existe uma palavra no dicionário que possa descrevê-los nesse momento é essa: HUMILDADE. Devemos concordar que não é nada fácil permanecer humilde diante das tentações da vida, mas eles conseguiram.
Acredito que não poderei escrever exatamente tudo que penso a respeito deles. Acredito que você também não conseguiria. Portanto, paro agora e deixo apenas algumas palavras de William Shakespeare sobre o tempo e o amor que, afinal, é o que estamos comemorando hoje:
O tempo é muito lento para os que esperam,
Muito 
rápido para os que têm medo,
Muito longo para os que lamentam,
Muito curto para os que festejam,
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.”
Um grande abraço! Com todo o carinho do mundo..."

sexta-feira, 15 de junho de 2012

(...)



Eu tenho um segredo para contar, portanto fiquem quietos e me ouçam.
O que eu tenho para contar é algo de tamanha importância que não cabe descrever aqui.
Mas, eu preciso de silêncio, sobretudo.
Preciso que o vento se acalme e que a brisa seja tão leve que não cause barulho algum em meus ouvidos.
Preciso que os carros se aquietem, que eles parem com toda essa loucura de correr contra o tempo para chegar a tempo.
Por mais estranho que pareça, eu preciso que vocês parem de respirar por alguns segundos, pois o barulho que o ar faz quando entra nos pulmões pode atrapalhar e vocês podem não escutar meu segredo.
Para o silêncio absoluto, preciso que os bebês parem de chorar por um breve instante. Portanto, se você tem algum bebê por perto, acalme-o cantarolando canção qualquer que o faça adormecer.
Eu preciso também que se calem os passarinhos. Sei que o cantar deles é tão belo que não deveria cessar nunca, mas eu preciso desse silêncio. Talvez você more tão rodeado de pedra e cimento que jamais ouça o som dos passarinhos, então esse pedido não vale para você.
Preciso que meus vizinhos parem de discutir, pois, se eles continuarem, não terei silêncio absoluto e não poderei contar meu segredo.
Preciso que os elevadores parem de funcionar. Suba pelas escadas com pés de algodão para não fazer barulho.
Preciso que parem de escrever, de digitar. O som do teclado se ouvirá a distâncias infinitas quando os outros sons se calarem.
Fique aí, exatamente como está.
O silêncio é completo.
Não há nada que me impeça de contar meu segredo.
Tudo está em silêncio, em total silêncio.
Agora ouça. Ouça atentamente:
O silêncio.

(palavras soltas, sem muito sentido talvez.)

sábado, 19 de maio de 2012

Carta para um amigo

Olá!
Como você está?
É, você está sofrendo, eu bem sei.
E como fico admirada com o seu sorriso enfeitando um rosto com tantas marcas de sofrimento. Fico admirada porque sei que não são poucas as vezes em que esse sorriso brotou de um esforço estupidamente grande.
Por tantas e tantas vezes esqueci que você não é um super-herói e lhe cobrei, em pensamento, que colocasse o brilho no olho que me encorajou tanto quanto o "perder das contas" no qual me encontro agora.
Porque você faz parte da minha história e nela tem um papel de importância maior que a importância que dou para aquilo que realmente importa.
Não quero ser redundante, de forma alguma. Quero apenas que saiba que aqui se encontra alguém que quer dizer e escrever e cantarolar e balbuciar e, por fim, falar coisas que dificilmente poderia dizer de outra forma se não essa.

Que batalha, heim meu irmão?
Essa vida não é fácil, eu já sei. Porque cada degrau que subimos parece trazer consigo um abismo como obstáculo a ser superado. E cada degrau que você sobe é motivo de alegria para aqueles que só querem o seu bem. E cada abismo que aparece na sua frente é motivo de angústia para aqueles que não querem o ver sofrer.
E mesmo quando a vida insiste em lhe desafiar das formas mais infelizes e, por vezes, até mais improváveis possíveis, você é exemplo e se torna mais admirável ainda.
E que exemplo, não é?
Exemplo que leva uma multidão de pessoas que uma vez ou outra citam seu nome como justificativa para seguir lutando.
E por tamanho exemplo que é, eu fico mais orgulhosa ainda de ter você como um amigo, um irmão.

Hoje, a batalha é dura, é cruel, é triste, é grande. É d-o-l-o-r-o-s-a.
Mas, é apenas mais uma batalha. E dela você vai sair vencedor.
Porque não consigo imaginar qualquer fracasso da sua parte e não vou permitir que isso aconteça.
Lute, acredite, lute, ame, lute, chore, lute, sonhe, lute.
Lute como eu lutei e como continuo a lutar, lute porque foi você quem também me ensinou a lutar.

Já escrevi tantos textos nesse blog que poucos leem.
E, se observar bem, escrevi apenas sobre aquele que realmente importam na minha vida.
Escrevi sobre aqueles que admiro, sobre aqueles que são força em forma humana, que são coragem plena.
E agora chegou a sua vez, meu amigo!
Não que seja a maior homenagem do mundo, pois sei de muitas outras tão lindas que você já recebeu que admito sentir certa vergonha ao prestar essa singela homenagem para você.
Mas, preciso, de alguma forma, agradecer.
Agradecer por todos os abraços, todas as palavras de carinho, todas as risadas que abafaram o choro.
Obrigada pelas sábias palavras, pelos conselhos.
Obrigada até mesmo por ser tão chato ao falar do seu time e insistir em humilhar o meu.
Talvez se não fosse por tudo isso, hoje eu não estaria aqui expondo tudo isso.
São poucas as pessoas para as quais eu devo meu agradecimento por estar onde estou hoje, por estar bem como estou e você, meu grande amigo, está entre elas.
Está entre elas porque não há outro lugar no qual você possa se encaixar na minha vida.
Obrigada, obrigada e obrigada.

Estou contigo assim como você sempre esteve comigo.

Ah! E quanto a mim... Eu estou bem! Muito bem! 
Fica com Deus e com todas as coisas boas desse mundo.

Um abraço apertado, um olhar sincero e uma palavra bonita.

Com carinho,
       Gabriele Dors Schillo


sábado, 14 de abril de 2012

Tanto tempo.


Você tem um segredo?
É?
E por que esconder por tanto tempo, tanto tempo, tanto tempo que chego a perder as contas?
E por que deixar ele virar isso, te fazer virar isso, isso que nem enxergo, que não quero enxergar?
E por que tanto tempo, tanto tempo, tan-to tem-po...

Podia ter falado, gritado.
Podia ter berrado.
Podia ter calado.
Podia ter evitado.

Mas, por que não foi a única? Não é a única?
Por que não é a última a se calar, se fechar, a tornar um segredo que não deveria ser?

E por que por tanto tempo, tanto tempo, tanta coisa acontecendo, e tanto tempo?

Podia ter batido.
Podia ter chutado.
Podia ter fugido.
Podia ter matado.

Mas, minha pequena, quem lhe julga não é nada.
Quem lhe julga é ignorante.
Porque, minha pequena, pequena era.
E, por tanto tempo, tanto tempo, tanto tempo pequena foi.

Podia ter falado, podia ter contado.
Mas que medo tinha você?
Que fantasma lhe atormentava a ponto de.?

Não lhe julgo, ignorante não sou.
Nem a você, nem a nenhuma outra.
Mas me conta, me conta por favor!
Por que por tanto tempo, tanto tempo, mesmo grande, calada foi?

Me conta agora, eu estou sem sono, tenho a mente aberta para lhe ouvir falar.
Me conta agora, eu estou bem, tenho tudo que precisa se quiser chorar.
Me conta agora, eu grande sou, não tenha medo de me olhar.

E eu lhe ajudo, como sempre quis, como quero agora.
Eu lhe devolvo todo tempo que demorou.
Mas por favor, me entrega a flor que ele levou.
Me entrega o sorriso que ele roubou.
Me entrega e eu lhe devolvo em dobro tudo que sobrou.

Porque por tanto tempo, tanto tempo.
eu.
também.
fui.


(Não tente entender, não há nada para ser compreendido aqui, nem por você, nem por mim.)

sábado, 7 de abril de 2012

Homenagem à minha guerreira.


Como é bom te ter na minha vida.
E como é pretensiosa essa minha colocação, pois, afinal, foi tu mesma quem me geraste e me fizeste filha tua.
Como é bom o teu abraço, como é melódica tua risada.
E essa tua meiguice parece demorar a revelar a mulher que se faz homem nos momentos mais difíceis.
Disse o poeta uma vez: Era ela mais mulher que eu era homem. (adaptado)
És tu mais preciosa que a pérola que embeleza teu pescoço.
És mais doce que o mel que tua boca saboreia.
És tanto para mim que nem ouso revelar em palavras tanto amor.
Seria banal demais dizer para ti coisas que qualquer um diz a qualquer outro.
Te amar é a forma mais pura de sentimento que há em mim.
Nesse amor não há mágoa, não há ressentimento, não há medida.
Esse amor, minha mãe, é sincero e se faz presente no meu coração a cada segundo, sem falhar momento qualquer.
Tu és tão exemplar aos meus olhos que meu maior desejo é ser, a cada dia, um pouco mais de ti.
Não quero parecer exagerada, mas seria falso demais dizer que não te amo tanto quanto digo (ou mais).

Tu és linda!
E a cada ano te tornas mais amada, mais querida, mais e mais em mim.

Um feliz aniversário a ti que me seguraste meses em teu ventre, que me carregaste meses em teus braços e que, mesmo depois de adulta, ainda me carregas e és suporte forte, és fortaleza única na qual eu sei que posso ficar segura sempre que precisar.

Eu te amo.
Um feliz aniversário, minha guerreira.

(Post simples, mas sincero por inteiro)